quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Viajantes: Variedade infinita de flores!


"[...]. Algumas árvores ainda estão despidas de folhas, outras se cobrem de folhagem acinzentada ou amarelada, ao passo que outras, ainda, se colorem de matizes róseos e vermelho brilhante. A cor normal é um verde escuro; todas as tonalidades de verde, contudo, aparecem desde o verde  apagado do alho-porro até o verde vivo da esmeralda.
Enquanto muitas árvores estão cobertas de frutas, muitas outras estão cobertas de flores, e, nesse ponto, também, se manifesta uma variedade infinita. As flores  cor de ouro e de púrpura são as que primeiro atraem a vista; não há falta, contudo, de flores azuis e brancas, róseas e roxas, carmesins e escarlates.
Todas elas carregam de perfume  a atmosfera úmida e pesada e, mais uma vez, a variedade se faz sentir, a variedade de cheiros, desde a fragrância da baunilha e do cipó-cravo até o pau-d´alho, que espalha o cheiro que lhe dá o nome por cem metros em torno". Richard Burton (1821-1890). Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho. 2001, p. 359.
 
 
 
Flores brasileiras.
Marianne North (1830-1890).
www.kew.org


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Lendas e Curiosidades: "Quinhentos pássaros, quinhentas crianças"!

"Peço licença ao dono da festa para trazer aquela garça que atravessa nesse instante o Paraná do Ramos, que banha a minha Barreirinha. Vem no vento, as asas imóveis, são pura luz. Á suavidade do seu voo, solitário e silencioso, parece um cântico. Preciosa prenda da Natureza, que nos convence de que nela - e não na literatura, por mais fantástica que seja - é que está a realidade mágica, o real maravilhoso do reino desse mundo.
Trago também o canto dos pássaros noturnos. O bacurau, que semeia pela noite as sementes do cacau, como canta o poeta Aníbal Beça. As corujas que velam cantando meu sono. São várias, cada qual com seu jeito sonoro de atravessar a noite. O canto delas é grave de timbre, mas longe de ser triste. O que mais me afaga é o da coruja brancona, que mora nas palmas mais altas da inajazeira. Quando a noite vai findando, todas cantam juntas: é um canto prolongado e um tanto aflito, com o qual elas se despedem das estrelas.
Só não trago a suinara, que os caboclos chamam de rasga-mortalha. Dizem que seu canto agudo e rascante anuncia morte - e a nossa taça é de esperança e de vida.
Sinto pena de não trazer o gavião tão meu amigo, porque ele deixou de me ver. Pelo estremecer das asas brancas, o brilho avermelhado do peito e sobretudo pelo negro esplendor do seu bico, eu sabia que era ele, o meu gavião. Chegava de tardinha, de começo desconfiado, olhando oblíquo, pousava, delicado como uma pomba, no parapeito largo de Itaúba. Ficava me olhando, a grossura das garras me assustando, eu estirado na rede de tucum. Demorava pouco, erguia voo, descobri que dando as suas voltas, não deixava de me olhar. Um dia chegou, pulou do parapeito para o punho da rede e me olhando disse que gostava de mim.
Era um gavião-pinagé, de rapina, mas de boa índole. Comia castanhas de caju, tucumãs maduros. De tanto se sentir aconchegado, acabou se fazendo companheiro de japiins, pipiras, saracuras e até, Deus o louve, dos tucanos. Uma tarde chegou, ficou e olhando imóvel largo tempo, depois voou. Regressou, vi que seu olhar era de tristeza só, não soube me contar a sua pena, e então se foi, as asas lentas, desapareceu no fim dos verdes. Nunca mais voltou. [...]." Thiago de Mello. Quinhentos pássaros, quinhentas crianças. In: ELETRONORTE. Brasil: 500 pássaros. 2000.
 
 
 
Corujas
Ilustração de Ernst Lohse (1873-1930)
Álbum de Aves Amazônicas 1900-1906.




quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Viajantes: A decoração dos troncos e galhos na floresta!


"A floresta  era singularmente desprovida do denso mato rasteiro habitual e muitas clareiras e aberturas encantadoras entre as imponentes árvores formavam cenários de beleza silvestre.
Conspícuas entre árvores ficavam as gameleiras gigantes em arco, muitas delas cingidas por profusas lianas envolventes, como por exemplo a Monstera deliciosa, e recobertas de bromélias floridas de carmim brilhante. Árvores delicadas, samambaias e palmeiras de guariroba e jeribá suavizam, com sua folhagem recortada,  o contorno escuro dos troncos maciços. Cipós pendiam em longas linhas suspensas como o cordame de um navio, ou formavam curvas graciosas de árvore a árvore; numerosas orquídeas, parasitas, musgos e líquens decoravam os troncos e galhos, a tal ponto que quase cada uma das árvores era um jardim por si só". James W. Wells (1841-?). Explorando e viajando três mil milhas através do Brasil: do Rio de Janeiro ao Maranhão. 1995. v. 2, p. 11-12. 
 
Ilustração de Margaret Mee (1909-1988)
Flores da floresta amazônica: a arte botânica de Margaret Mee. 2.ed. 2010.



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Viajantes: Uma árvore colossal!


"Martius e Spix ficaram deslumbrados diante de uma árvore colossal, por eles encontrada em uma floresta de terra firme, segundo ele nos conta na notícia dada sob o título "Arbores ante Christum natum enatae, in silva juxta fluvium Amazonum", nas "Tabulae Physionomicae Explicatae" (Flora brasiliensis, v. 1, pars I).
As 11 pessoas que compunham a caravana, de mãos dadas, não puderam abraçar essa árvore gigantesca; a sua circunferência era de 25 metros. [...]. Diz Martius que essa árvore lhe deu a impressão de um rochedo que se elevasse verticalmente.
Duas outras árvores semelhantes em majestade, porém um pouco menos grossas, achavam-se próximas e formavam, com a primeira, um quadro de uma grandiosidade sem igual." Álvaro Astolpho da Silveira. Narrativas e memórias. v. 1  p. 17-18. 1924.
 
 
C. Fr. von Martius (1794-1868)
Physiognomicae in Flora Brasiliensis. 1850.


domingo, 19 de outubro de 2014

Lendas e curiosidades: O Tucano e seu grande bico!


"Porque os índios chamam de ave do diabo o tucano, não pensem vocês que nele vamos encontrar uma segunda águia. O tucano é um devorador de frutas e ovos, mas não de carne. Recebeu o nome de ave do diabo apenas porque os índios pensam que ele, de fato, assim seja. Supõem que, com seu comprido bico, o tucano enfeitice as pessoas.
Mas na verdade nada existe de diabólico no aspecto do tucano. Rir será a primeira coisa que vocês farão quando o enxergarem, pois na cabeça que encima o seu corpo coberto de penas escuras, existe um bico comprido, do tamanho do próprio corpo. [...]. O bico do tucano pode ter quase vinte centímetros de comprimento e cinco de largura. Alguns têm o bico amarelo e vermelho, ao passo que outros têm-no amarelo e preto. Na realidade, todas as cores do arco-iris podem estar representadas no bico do tucano. Lembra ele o nariz do Pinóquio, que tivesse crescido muito além da conta. E para que esse bico? Ninguém até hoje descobriu.
Dizem os índios que o tucano é uma ave diabólica, levando no bico uma flecha mágica, a qual ele coloca no corpo das pessoas que os feiticeiros pretendem curar.
Mas os índios são fantasistas. O bico do tucano não é para enfeitiçar. Também não é usado para matar, pois é leve e esponjoso demais, mas para apanhar frutos. Os tucanos atiram o fruto no ar e apanham-no. Mas isto parecerá grande desperdício de energia, se feito apenas para aproveitar um bico tão grande, especialmente quando se sabe ser difícil voar com tal apêndice. [...].
O grito do tucano lembra o de um cachorrinho latindo, e esta é a razão pela qual os sul-americanos de língua espanhola também o chamam de "pajaro-perro", isto é, pássaro-cão. Outros chamam-no de "Dios te dé", o que significa "Deus te abençoe", porque o tucano, quando bebe, faz uma cruz com a cabeça, como faz o padre, com as mãos, quando dá a benção.
Todas essas lendas dizem respeito a uma ave que possui um bico comprido e colorido. Mas que sabemos, realmente a respeito do tucano? Esqueçamos todas as coisas que se dizem dele! Na verdade, ele é uma ave como outra qualquer. Come frutos, insetos e, quando pode, os ovos de outras aves. É animal diurno, que desperta com o sol e volta ao ninho à tardinha. [...]". Victor W von Hagen (1908-1985). Animais da América do Sul. s.d. p. 87-90.
 
 
Tucanos. (Ramphastos toco)
 John Gould (1804-1881). A Monograph of The Ramphastidae or faimily of toucans.  2. ed. 1992.


sábado, 18 de outubro de 2014

Belém do Grão-Pará: A Biblioteca do Museu Paraense.


"[...]. O Museu Paraense deve ter sua biblioteca, e até uma muito boa sobre ciências naturais e etnologia, especialmente em relação a tudo que diz respeito à Amazônia. [...].
É preciso que haja todas as obras que constituem o cabedal do estado atual das ciências naturais relativas à Amazônia (tomada na noção da geografia física), pois é claro, que nenhum de nós poderia discutir com sucesso perante o científico qualquer problema da natureza indígena sem conhecer antes de tudo, bem aquilo que outros autores a respeito já disseram e deixaram arquivado na literatura dos diversos tempos e povos. É esta norma, que invariavelmente nos guia na formação da nossa Biblioteca". Dr. Emílio  A. Goeldi (1859-1917). Relatório apresentado pelo Diretor do Museu Paraense ao Sr. Dr. Lauro Sodré, Governador do Estado do Pará.  Boletim do Museu Paraense de História Natural e Ethnographia, Belém, t 1 e 2, 1896, 1898.
 
 
 
Prédio da Biblioteca do Museu Paraense até a década de 80.
Atual Biblioteca Clara Maria Galvão (Museu Goeldi), situada à Av. Magalhães Barata em Belém-Pará.
Ilustração em aquarela de Eron Teixeira (2014).


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Viajantes: A selva brasileira.


"Tais indicações pouco positivas não bastam para caracterizar a selva brasileira em suas regiões mais baixas e quentes, mas não é difícil torna-la mais característica por meio de outras qualidades negativas. Aí não existe o feto arborescente, com suas folhas finas, às margens dos rios, nem o palmito delgado, debaixo do teto protetor das árvores dicotiledôneas. Estas últimas não gostam da sombra escura da floresta, assim como os primeiros não se dão com o solo pantanoso e horizontal. Ao lado destas duas espécies, faltam ainda a embaúba (Cecrópia) e as taquaras (Bambusas), que são das regiões mais elevadas. Onde  estas vegetam em abundância, não se encontra a tonca ou a sapucaia, e uma vegetação muito diferente e mais amena oferece-se à admiração do viajante. De um lado, temos a natureza verdejante, frágil, graciosa e alegre, que atrai e encanta, de outro, a formação gigantesca, majestosa e serena, que nos enche de deslumbramento e contrição e que convida a meditações sérias, como se entrássemos numa catedral gótica de impressionantes proporções. Não há outro sentimento que se possa comparar ao que se apossou de mim, ao atravessar e contemplar a selva brasileira, senão o que me invadiu quando, extasiado, admirei as catedrais de Colônia, Magdemburgo, Notre Dame ou Westminster. Se era a obra do homem que aí me impressionava pela sua perfeição e inspiração, era aqui a natureza viva, que, em sua atividade incessante, produz as maiores maravilhas concebidas pela imaginação humana. [...]". Dr. Hermann Burmeister (1807-1892). Viagem ao Brasil. s.d. p. 149.
 
 
Selva brasileira.
 Pintura de Manuel de Araújo Porto Alegre (1853).

 



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Lendas e curiosidades: Pavão-do-mato, o pássaro de guarda-sol!


"A vida na selva, parece um eterno carnaval. Os animais vivem cobertos de peles e penas, que mais parecem fantasias de carnaval que vestimenta apropriada para floresta. Existem colibris de plumagem verde-bronzeada e cobertos de joias. As borboletas lembram confete a encher o espaço, ou gotas multicores, caídas da palheta de um pintor. Alguns insetos são enormes e tem chifres, como se fossem rinocerontes. Há moscas que imitam aranhas e mariposas que imitam colibris. E até a nossa velha amiga preguiça passeia lentamente em meio a esse carnaval, com o pelo coberto de algas verdes.
Na selva devemos acostumar-nos a coisas espantosas. Mas parece espantoso demais uma ave andar de chapéu-de-sol. Se tomássemos uma pequena gralha (o pavão-do-mato assemelha-se de longe a isso) e colocássemos em sua cabeça um chapeuzinho de sol franjado de preto, como antigamente usavam os nossos bisavós, talvez conseguíssemos imitar o aspecto de nosso pássaro. Agora vamos abrir o guarda-sol e prendê-lo bem firme na cabeça da ave, de modo que as franjas caiam sobre a sua cabeça e quase lhe cobrem os grandes olhos pretos e o bico pontudo. E depois coloquemos no peito da nossa gralha, um penduricalho pesado e feito de penas, como os babados postiços que as senhoras usavam há uns trinta anos, e que chegue até os pés. Teremos, afinal, o retrato do pavão-do-mato. Assim ataviado com seu guarda-sol de franjas pretas e o seu plumoso babado, o pavão -do-mato passeia o dia inteiro pela selva, à procura de pequeninos cocos. Detesta o calor. Prefere as partes mais frescas da mata onde os raios do sol equatorial são filtrados e abrandados pelo ar mais fresco da floresta.
De manhãzinha  voa na parte mais alta da floresta e depois à medida que o sol vai subindo, ele desce e, quando chega o meio-dia, já se encontra no "segundo andar" da floresta. Aí tira uma soneca, dormindo a sesta. [...].
É curioso, mas talvez não seja de se estranhar, que os índios também considerem ave mágica o pavão-da-mata. Os caçadores de cabeças chamavam-no de "ungumi", o que quer dizer "portador da flecha encantada". Não há quem ignore o que seja a flecha encantada. Em tempos idos os homens acreditavam que, quando doentes, eram encantados por uma pequena flecha, que  uma fada má colocava em seu corpo. Nisso ainda acreditam muitos índios da América do Sul, que, quando sentem alguma dor, supõem seja ela causada por uma flecha, lançada pelo feiticeiro e levada pelo pavão-do-mato. [...].
A verdade é que o pavão-do-mato não parece preocupar-se muito com essa história mágica. Sua vida consiste em cantar, comer e voar. Ei-lo que abre as asas, sacode o babado, levanta o chapéu-de-sol e voa alto na selva. [...]". Victor W. von Hagen (1908-1985). Animais da América do Sul. s.d. p. 91-93.
 
 
 
Pavão-do-mato, Pavão-da-mata ou Anambé-preto (Cephalopterus ornatus)
Desenho de Antônio Martins. Brasil: 500 pássaros. 2000.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Belém do Grão-Pará: A Estrada de São José!


"[...]. As grandes praças, outrora verdadeiros lodaçais, tinham sido drenadas, capinadas e plantadas com fileiras de amendoeiras e casuarinas, transformando-se em belos ornamentos para a cidade, ao invés de constituírem um triste espetáculo para os olhos, como ocorria no passado. Minha avenida predileta, a Estrada das Mongubeiras, tinha sido reformada e ligada a várias outras magníficas avenidas orladas de árvores que em poucos anos tinham crescido o suficiente para proporcionarem uma agradável sombra; uma delas, denominada Estrada de São José, tinha sido toda plantada de coqueiros. Sessenta veículos para transporte coletivo, além de cabriolés (muitos deles fabricados no Pará) enchiam agora as ruas, contribuindo para aumentar a animação das bonitas praças, ruas e avenidas". Henry Walter Bates (1825-1892). Um naturalista no rio Amazonas. 1979, p. 296.
 

 
Praça São José, à entrada da Av. 16 de novembro (antiga Estrada de São José) em 1901.
O Município de Belém: relatório de 1906 apresentado ao Conselho Municipal de Belém pelo Intendente Antônio José de Lemos.





Praça São José, à entrada da Av. 16 de Novembro (antiga Estrada de São José) em 1906.
O Município de Belém: relatório de 1906 apresentado ao Conselho Municipal de Belém pelo Intendente Antônio José de Lemos.
 


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Viajantes: A beleza e a deliciosa fragrância das orquídeas!


"Antes do nascer do sol deixamos o nosso pouso incômodo. A estrada conduzia-nos, agora, ao longo de uma planície estreita e arenosa que se estendia entre o mar e as lagunas salgadas do litoral. Nenhum interesse possuiria a paisagem se não fosse o grande número de lindas aves ribeirinhas, como as garças e os grous, e a suculência das plantas que se revestiam de formas fantásticas. As poucas árvores atrofiadas que se viam, estavam cobertas de plantas parasitas, entre as quais se podiam admirar a beleza e deliciosa fragrância de algumas orquídeas. Depois de nascido o sol, o dia tornou-se intoleravelmente quente, e a areia branca, refletindo a luz e o calor, causou-nos intenso mal-estar. Charles Darwin (1809-1882). Viagem de um naturalista ao redor do mundo. 1948, p. 32.
 
 
 
Orquídea. Oncidium concolor.
Nativa do Brasil. Orchid Album. 1882.


domingo, 5 de outubro de 2014

Lendas e Curiosidades: A palmeira tucumã no fabulário amazônico.


"O tucumã (Astrocaryum tucuma Mart.), também espinhoso, entrave a qualquer marcha linheira na mata, de belo porte e frutos apreciáveis, concorre para aumentar o fabulário. É o caso que a filha da cobra grande tendo se casado com um moço bonito, isto no tempo em que a noite ainda estava adormecida no seio das águas, não queria, por hipótese nenhuma, se deitar de dia. Então o marido mandou buscar, com o pai da esposa, a noite desejada. Enviaram-na dentro do coquinho do Tucumã, com recomendação expressa de não o violarem. Durante a viagem os portadores ouviram dentro da encomenda um ruído estranho, que parecia de grilos, de sapinhos, de cigarras, de insetos. Alvoroçaram-se. E apesar das ordens terminantes de não abrirem a noz, durante a jornada, a curiosidade os empolgou e venceu. E assim que a partiram, a escuridão alagou o espaço. Haviam soltado a noite. Ora, o que a lenda não explica, é o ruído dentro do caroço ouvido pelos portadores e que não passa de uma larva surgida com o apodrecimento da amêndoa; larva gorda, branca, que as crianças comem assada, verdadeiro torresmo, enfiada em espetos". Raimundo Morais (1872-1941). Paiz das pedras verdes. 1952, p. 96-97.
 
 
Tucuma. (Astrocaryum tucuma).
Alfred Russel Wallace.
Palm trees of the Amazon and their uses. 1853.
Biodiversity Heritage Library - BHL